Garçom do Galo, Éder Luís foi contestado por sua altura quando esteve no são Paulo. De volta a Minas, já é o maior assistente da equipe na temporada

Por Gabriel Pelosi
Um cara família, como o próprio se define. Dentro de campo segue a fama de voluntarioso – até o início do Brasileirão já contabilizava 12 assistências e 10 gols na temporada. Éder Luís é referência no Atlético Mineiro e, ao lado de Diego Tardelli, forma a artilharia do Galo na busca por uma vaga na Libertadores da América.
Filho de uma família de agricultores, Éder ajudou o pai até a adolescência, quando decidiu que seria jogador de futebol. “Meu pai plantava soja e milho. Eu ajudava ele, mas queria mesmo era jogar futebol. Todo começo é difícil, mas a superação e a força de vontade me ajudaram a chegar lá”, lembra o jogador, que estreou como profissional no Atlético Mineiro, clube que trocou apenas por uma breve passagem pelo São Paulo, no ano passado, mas voltou ao final da temporada passada.
PASSAGEM PELO MORUMBI A estatura é a mêsma do baixinho Romário (1,69m), por exemplo. Mas, na opinião de Éder, foi ela a responsável pelo seu retorno ao Galo. “Minha altura acho que atrapalhou um pouco minha permanência no São Paulo, onde fui campeão brasileiro. O Muricy queria que eu fizesse uma função que era ficar na área esperando a bola aérea. Eu tentei ao máximo. A bola aérea do São Paulo é referência e eles optaram por um jogador mais alto do que eu. Fiquei chateado por ter jogado pouco, mas futebol é isso. Estou de volta ao Atlético e muito bem”, afirmou o jogador.
RECOLHER OS CACOS a derrota para o Cruzeiro, na final do Campeonato Mineiro, na opinião do atacante, foi mais devastadora do que se pode imaginar. “A gente vinha bem no campeonato e de repente aconteceu aquilo (5 a 0) na final. Costumo dizer que além de perder o título, aquele jogo também foi responsável pela nossa eliminação na Copa do Brasil. Entramos cabisbaixos no jogo contra o Vitória e fomos desclassificados de maneira trágica. Agora estamos resgatando a auto-estima e recuperando a confiança para podermos fazer um bom Cameonato Brasileiro, que não será fácil, mas vamos em busca dessa conquista para a torcida do Galo”, comenta o atacante.
DUPLA COM TARDELLI Depois que voltou do São Paulo, Éder Luís recuperou a caraterística que havia lhe dado fama antes de trocar o Galo pelo time do Morumbi. Este ano, o “garçom” do galo foi o jogador que mais passes deu para os companheiros fazerem.
Atleta e treinador
Fiel escudeiro de Émerson Leão, com quem já trabalhou em bons momentos, a parceria ajudou Éder Luís a reencontrar o bom futebol. Agora, com Celso Roth, o trabalho está começando. Técnico e jogador nunca haviam trabalhado juntos e esperam repetir parcerias de sucesso por onde passaram. “Eu conhecia o trabalho do Celso Roth à distância, pelo que ele fez em outros clubes. É a nossa primeira oportunidade juntos e ele tem se mostrado um bom treinador. É um técnico que me dá toda liberdade para que eu possa fazer o que eu realmente sei”, avalia o jogador.
*Esta matéria foi produzida para a edição de junho revista GOL FC da Editora Alto Astral.





