Gabriel Pelosi
Enquanto um era comparado a Robinho, tirava fotografias com Pelé e tinha o nome especulado até na Seleção Brasileira, o outro subia da base comendo pelas beradas e era quem realmente se destacava nas partidas do Santos pela segunda parte do Campeonato Paulista. O meia Paulo Henrique – nome que agora vem acrescido de Lima ou Ganso -, de 19 anos, ganhou espaço depois das atuações pífias de Lúcio Flávio e a inconstância de Molina e tornou-se o maestro do meio-campo santista. Mas não foi a primeira vez dele na equipe principal. Em 2008 ele já havia tido a chance, quando o Santos vivia um mal momento no Brasileirão e o garoto não se firmou.
REGULARIDADE Agora as coisas são diferentes. O garoto se firmou na equipe titular com a facilidade que o companheiro Neymar ainda não conseguiu ter. Talvez pela improdutividade de seus adversários diretos, mas, sobretudo, pela certa distância dos holofotes sempre focados no companheiro. Assim, Paulo Henrique conseguiu manter uma regularidade surpreendente e agora é ele quem busca o estrelato. Pronto para fazer do Brasileirão sua vitrine, o Ganso, das pernas longas e passadas largas, tem (e por que não teria?) o interesse em jogar no futebol europeu. “O Brasileiro é uma vitrine importante, um dos melhores campeonatos do mundo. É nessa competição que a Europa busca jogadores. Agora, vou ter a chance de mostrar a muito mais gente que sou bom jogador”, disse em entrevista coletiva o meia que tem contrato com o Santos até 2013.
OBRIGADO PROFESSOR No profissional do Santos, Paulo Henrique já ficou à disposição de Émerson Leão, Cuca e Márcio Fernandes. No ano passado, ao ver que não estava sendo aproveitado, chegou a pedir para ser emprestado, mas teve a idéia barrada pela diretoria do Peixe. Foi no final de março, numa partida contra o Santo André – vitória do Santos por 3 a 0 – que o técnico Vágner Mancini deu a chance de ouro de PH. Ele entrou, convenceu e não saiu mais da posição. “Ele pode passar a impressão de ser lento. Mas é por que ele é alto. Paulo tem a passada larga e o importante é que ele é rápido de pensamento. É um jogador de técnica muito apurada”, disse o técnico na época. O garoto segue o que diz o treinador. “O Mancini sempre fala para eu não ter medo de errar, de ousar. E é isso que venho fazendo em alguns treinamentos e durante os jogos”, explica a joia santista.
*Matéria produzida para a edição de junho revista GOL FC da Editora Alto Astral.






