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Coisas do mundo da bola

11/01/2009

Viver os bastidores do esporte, mais especificamente o futebol me faz deparar com fatos, situações e posturas que minha displicente ingenuidade não me permitia imaginar que são coisas reais.
Fazia algum tempo que não cobria o Noroeste. Com o setorista em férias, fui fazer uma matéria sobre o embarque dos jogadores para a pré-temporada em Águas de Lindóia. Chego quase uma hora antes do horário marcado para o embarque. Enquanto espero, saboreando um picolé do Baiano – o vendedor de sorvetes oficial dos jogadores do Noreste – dois jogadores se sentam próximo a mim para chupar aquilo que eu já estava terminando. Um esta no clube há cerca de um ano. O outro chegou por esses dias, com passagem por um clube grande do futebol paulista. A conversa era a seguinte: – Não sei porque temos que ir prá lá (pré-temporada). Podíamos muito bem ficar treinando por aqui.
- É verdade. – respondeu o mais antigo no clube. – Sua mulher vai ficar sozinha por aqui? – prosseguiu.
- Não, minha sogra está vindo para ficar com ela. – disse o recém-contratado.
- Que bom, porque ela ainda não conhece a cidade direito.
- É, mas eu já avisei ela. Quando eu voltar não quero encontrar a bruxa. Odeio a minha sogra.

Bom, no mínimo o cara tem medo de que a sogra convença a filha de que ele não é homem pra ela, embora jogador de futebol costume ganhar uma fábula, e mulher que casa com eles costuma dar certa importância para isso. E a preocupação do outro jogador com a mulher alheia?

Jogo ’solitário’

01/12/2008

 

Aceituno Jr.

Observado por Dentinho, repórter tenta entrevistar Lulinha (Foto crédito: Aceituno Jr.)

 

 

Enquanto os reservas do Corinthians ajudavam a rebaixar o Marília (MAC) – pra quem não sabe o MAC é o maior rival do Noroeste – alguns titulares (já de férias) curtiam as baladas e um jogo solidário em Bauru no último final de semana.

Espie…

 

 

Jogo Solidário: Corintianos atraem grande público no Horácio Cunha

 

Os corintianos Dentinho, Lulinha e Cristian e o cantor Rodriguinho atraíram grande público em uma partida beneficente, realizada no estádio distrital Horácio Alves Cunha, entre os Amigos do Cristian e o Arsenal, equipe da segunda divisão da Liga Bauruense de Futebol Amador. O jogo arrecadou alimentos não-perecíveis para entidades assistenciais de Bauru.

Não foi só a arquibancada do distrital da Bela Vista que ficou lotada ontem à tarde, mas também a pista que circunda o gramado ficou repleta de torcedores e tietes. Na partida preliminar, se enfrentaram as equipes menores das escolinhas de futebol do Baroninho.

O jogo principal, marcado para as 16h, teve atraso de mais de uma hora para se iniciar. Por conta da quantidade de torcedores dentro do campo tentando tirar uma foto ou conseguir um autógrafo, a comissão organizadora, infelizmente, impediu – através do jogador corintiano Cristian – que o JC, que nada tinha a ver com a falta de organização do evento, se aproximasse das “estrelas” da partida.

Mais do que torcer pela vitória da equipe que Dentinho e Lulinha defendiam, os integrantes da Fiel Macabra, que faziam a festa na arquibancada, torciam para que nenhum deles se contundisse. Dentinho, por sua vez, deu show. Pedalou, tocou entre as pernas, e driblou com a facilidade que lhe é costumeira. O atacante corintiano ainda marcou o primeiro gol da vitória dos Amigos do Cristian, que venceu por 4 a 2. O ex-jogador Baroninho, os laterais do Noroeste Éder e Marcelo Santos e o atacante Leandrinho também marcaram presença no Horácio Cunha.

Noroeste e a cidade

11/11/2008

 

noroeste

Os que acompanham o noticiário em Bauru devem saber como se encontra o time de futebol da cidade. O Noroeste, que á três anos é sustentado pelo empresário – dono da Kalunga – Damião Garcia, passa por uma crise. Seu presidente, o da Kalunga, anunciou que deixará o cargo depois que seu filho, principal incentivador, anunciara a saída do clube.

Ocorre que “o filho” utilizava-se do cargo de diretor do Noroeste para negociar jogadores através de uma de suas empresas, que administra o passe de jogadores. Por isso, “o filho” foi muito criticado por um grupo de torcedores que costumam desabafar suas abobrinhas na comunidade do Noroeste no Orkut. Magoado pelas críticas, “o filho” anunciou sua saída, fato que desencadeou no desânimo também do pai. Na minha opinião, “o filho”, que nunca pareceu ser um benemérito como o pai, usou as críticas dos torcedores para abandonar o barco agora que o time caiu para a Série D do Brasileiro. Oras, que empresário que abandonaria um negócio por conta de pequenas críticas??

damiao

Exceto os organizados da torcida Sangue Rubro, o Noroeste, há muito tempo, não recebe número considerável torcedores em seu estádio. Digo, porque há pelo menos três anos acompanho de perto o time por conta do meu trabalho. Agora, empresários foram até o clube para manifestar apoio na tentativa de reverter a idéia de Damião deixar o clube. Como podem pedir para ele ficar se nem pagar ingresso para assistir aos jogos eles fazem? Apoio eu também dou. Posso chegar a qualquer momento no Damião e pedir para ele ficar. O que ele quer é alguém que ajude a financiar ($$) o clube. E não adianta. A cidade não apóia. O povo nem sabe o que se passa e não vai ao estádio, exceto em jogos de times grandes

‘Professor’ Maradona

30/10/2008

 

Embora já tenha sido cogitado que o ex-craque argentino Diego Maradona, como técnico da seleção argentina, teria uma atuação semelhante a da rainha da Inglaterra, eu acredito que ali ele não deve durar muito tempo.

Parafraseio o amigo Juca Kfouri, que disse: “A chance de Maradona dar certo (como técnico) é mais ou menos a mesma que ele teria se fosse nomeado presidente do Banco Central argentino.

Eu iria um pouco mais longe. Além do problema de comando, já que não possui a tal da “envergadura moral” para pedir disciplina a um jogador qualquer, ele também deve encontrar dificuldades ao dar ordens ao time na beira do gramado, já que há uma linha branca em frente ao banco de reservas. Isso se ele não decidir por se auto escalar para as partidas.

O time do Povo

26/10/2008

 

 

Donasci/Folha Imagem

Donasci/Folha Imagem

 

Por MANIHOT KADJ OMAN*

 

O Palmeiras tem São Marcos, pentacampeão mundial, um cara gente finíssima, que ganhou uma Libertadores incrível em 1999 e teve a hombridade pra ficar e jogar a Série B de 2003.

O São Paulo tem Rogério Ceni, um semi-deus, o maior goleiro artilheiro da história do futebol, futuro candidato à presidência do clube, motivador da célebre frase “Todos tem goleiro, só nós temos Rogério”.

O Corinthians tem Felipe.

Rebaixado três vezes (uma delas com o Timão), que falhou na final da Copa do Brasil num ano em que não se admitiam falhas, polêmico, questionado por muita gente.

Mas não se é o Time do Povo por qualquer coisa.

O único dos três que teve a coragem de quebrar a barreira do espetáculo, deixar de ser a estrela e virar mais um no meio da massa foi o arqueiro alvinegro.

Naquele momento, não haviam jogador, torcedor, policial, imprensa, classes socias, nada.

Eram todos povo.

Em uma festa incrível, uma festa que muitos dizem ser “por nada”, que quase todos concordam não ser mais do que obrigação.

Uma festa que só o povo pode fazer, só povo sabe fazer, só o time do povo consegue escrever sem necessitar estar com sete em campo e com um pênalti contra pra ser inacreditável.

E trezentos e vinte e cinco dias depois de passar 18h num ônibus junto ao mesmo povo sofrido e desconfiado do que estava por vir, de assistir uma parte tão grande da minha vida ser tirada do lugar sem muito pudor, algo tão forte que não conseguiu nem me fazer chorar, tamanho o choque, estava eu novamente em meio à massa, feliz como nunca por ser massa, às lágrimas.

Lembrando de cada momento desde que aquela senhora gaúcha que presenciava um quase-funeral à porta de sua casa saiu à janela balançando com um orgulho triste o estandarte do meu coração.

Hoje, como nunca, cada alvinegro é Felipe.

E Basílio.

E Romeu, e Viola, e Ronaldo, e Neto, e tantos outros (eu acrescentaria Casão e Sócrates).

Todos heróis de um time sem heróis, que sempre se destacou pelos feitos coletivos muito mais que pelos individuais.

Esteja em qual lado for do alambrado.

No Corinthians, isso não faz – nunca fez – diferença.

Porque, como diria um falecido – cedo demais – torcedor alvinegro*, a gente é compromisso, não é “viagem”.

Ôôôôôô…

O Coringão voltou…

O coringão voltou…

O Coringão voltou…

 

Fonte: Blog do Juca 

Bauru FC

09/10/2008

Outro assunto que tem dado o que falar entre os fãs de futebol aqui pelas bandas de Bauru é a proposta de um grupo de empresários de mudar o nome do quase centenário Esporte Clube Noroeste. As discusões começaram depois de uma matéria produzida por Wagner Teodoro, grande colega de JC. Espiem:

 

Noroeste: Grupo propõe mudar nome do clube
Em busca de aumentar identificação do time com a cidade e de maior apoio nas arquibancadas e de patrocinadores, torcedores sugerem alteração da atual denominação Esporte Clube Noroeste para Bauru Esporte Clube
Wagner Teodoro
Um grupo de amigos, liderados pelo empresário Paulo Laranjeira, propõe uma discussão com o intuito de iniciar um movimento que promete causar polêmica em Bauru. Após constatarem o pouco apoio dos torcedores ao Noroeste, Laranjeira, o advogado Luis Carlos Gonçalves (Godô) e os empresários Marcelo Mastroiani (Peru) e Carlos Prando acreditam que um dos fatores pela “impopularidade” do Norusca é o nome da equipe e sugerem a mudança para Bauru Esporte Clube. 

“Noroeste vem da rede, da ferrovia. O nome de Bauru Esporte Clube levaria o nome da cidade para o Brasil inteiro. Seria outra identificação das pessoas com o clube. Acho um nome forte e muito mais expressivo. Até para negociar camisa, suvenires, tudo o que tiver o nome do clube. Na minha opinião, sem dúvida, daria outro astral ao clube e à cidade”, comenta Laranjeira, mentor da idéia, para explicar o que o grupo pretende.

Laranjeira, que foi jogador profissional e defendeu o Noroeste nas categoria de base – jogou do infantil ao juvenil no clube bauruense – aposta que a recepção por parte dos torcedores será positiva, já que a idéia é para contribuir com o clube. “Acredito que é uma idéia boa. Bauru Esporte Clube é um nome muito forte. Com certeza o bauruense vai adotar com muito carinho, já que cita o nome da cidade. É o que a gente vê em outras situações, como São Paulo, Santos, Marília, entre tantos. Várias outras equipes levam o nome da cidade”, lembra.

 

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