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‘Professor’ Maradona

30/10/2008

 

Embora já tenha sido cogitado que o ex-craque argentino Diego Maradona, como técnico da seleção argentina, teria uma atuação semelhante a da rainha da Inglaterra, eu acredito que ali ele não deve durar muito tempo.

Parafraseio o amigo Juca Kfouri, que disse: “A chance de Maradona dar certo (como técnico) é mais ou menos a mesma que ele teria se fosse nomeado presidente do Banco Central argentino.

Eu iria um pouco mais longe. Além do problema de comando, já que não possui a tal da “envergadura moral” para pedir disciplina a um jogador qualquer, ele também deve encontrar dificuldades ao dar ordens ao time na beira do gramado, já que há uma linha branca em frente ao banco de reservas. Isso se ele não decidir por se auto escalar para as partidas.

Técnico irreverente

22/10/2008

Basquete

Guerrinha dá show à parte com suas ‘caras e bocas’

Gabriel Pelosi

O torcedor que acompanha de perto as partidas do GRSA/Bauru Basketball Team costuma saber as principais características do time. Nome, posição e estilo de jogo de cada membro da equipe. Mas o que todos parecem não ter dúvidas é da seriedade do técnico Jorge Guerra, o Guerrinha. Os gritos e gestos do treinador chegam a chamar a atenção de qualquer um que esteja no ginásio.

No entanto, somente os jogadores que já trabalharam com ele e os amigos pessoais sabem que, embora Guerrinha seja um dos mais respeitados profissionais do País, que “respira” basquete 20h por dia (dorme, em média, quatro horas por noite), ele também é brincalhão e até recebeu o título de “fanfarrão” entre os amigos.

A criatividade do treinador permite que, a cada bronca destinada a seus jogadores, ele acrescente uma frase de efeito. Um show à parte para os que assistem às partidas próximos ao banco de reservas, mas que nem sempre soam bem nos ouvidos dos jogadores. O treinador afirma que frases do tipo “para ser técnico desse time o cara tem que ter saco de Papai Noel”, utiliza para provocar o jogador. “Nas horas que preciso chamar a atenção do jogador, uso a criatividade para provocá-lo e tentar fazer ele entender o que eu quero que ele faça no jogo. Quando digo coisas desse tipo, acho que facilita para o jogador memorizar e lembrar durante a partida. Eu sempre fui assim, desde a época de jogador”, justifica o treinador. 

Na partida contra o São José/Vinac, no último dia 9, em Bauru, durante um pedido de tempo Guerrinha arrancou gargalhadas dos torcedores mais próximos do banco de reservas: “O Mudo (ala do time adversário) está fazendo o que quer dentro de quadra e vocês estão deixando. Daqui a pouco o Mudo vai até começar a falar aqui. É capaz de conversar até com o Larry (Taylor) em inglês”, esbravejou.

Para o pivô Filé, que pelo terceiro ano seguido tem Guerrinha como técnico – jogou dois anos também no Rio Claro -, as broncas, na maioria das vezes, viram motivo de piada entre os jogadores. “Varia muito de jogador para jogador. Eu, por exemplo, já estou rindo antes mesmo de ele começar a falar, mas deve ter jogador que assusta no início. Geralmente quando ele dá uma bronca, o jogador vai lá e faz bem feito. Isso ajuda. Uma bronca dele, eu interpreto sempre como uma forma de me motivar. Se ele está cobrando é porque ele quer que eu melhore. O ruim é quando o treinador não fala com você, pois aí dá a impressão de que você não está sendo útil”, afirma o jogador.

Filé ainda lembrou de algumas frases que Guerrinha costuma dizer: “A nossa defesa está igual polícia, só chega atrasada”, satiriza. “Tem que diminuir o ritmo. Não dá para entrar na garagem a 110 km por hora”. “Você está batendo muito a bola. Está querendo achar petróleo?” Na última partida do GRSA, em casa, contra o Rio Claro, o treinador soltou a pérola: “Estudamos as jogadas, vocês assistiram aos vídeos do Rio Claro e parece que não sabem que o Vanderlei vai bater para dentro. Até o pipoqueiro e o Seo Zé do rodinho sabem disso.”

O próprio treinador lembra de frases que disse e que, de alguma forma, marcaram sua carreira. “Teve uma vez eu era técnico em Rio Claro e os caras faziam tudo errado no jogo. Aí eu disse: ‘Poxa, na hora de tomar banho vocês estão de roupa e na hora de sair estão pelados. Estão fazendo tudo ao contrário’. Esse é o meu jeito de ser. Sou muito brincalhão, as pessoas costumam me ver gritando na quadra e acham que eu sou sério, bravo. Mas sou muito descontraído, sempre brinquei desde minha época de jogador.”, frisou o treinador que além de “viver para o basquete” ainda aprecia a culinária. “Sou bem tranqüilo. Em casa, quando estou sem fazer nada ajudo, gosto de cozinhar, lavo a louça. Sempre dou uma força”, revelou Guerrinha, que diz ter como especialidade a paella e a costela assada.

 

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